Projeto Cinema Mundo
  • Curadoria LGBTQIA+

    Publicado em 03/09/2021 às 15:05

    Descrição do cartaz

    #ParaTodosVerem #DescriçãoDaImagem foto em close-detalhe de uma mão aberta, na qual brilha uma faixa de luz nas cores do arco-íris. No canto inferior direito, os dizeres “cinema LGBTQIA+” e a logo monocromática do Cinema Mundo no canto superior direito.

     

    A representação de indivíduos da comunidade LGBTQIA+ em filmes vem sendo tema de debates nas mais diversas áreas do conhecimento. Para o nosso interesse os Estudos de Cinema tem se debruçado principalmente em investigar, através da linguagem cinematográfica e teorias do cinema e audiovisual, a representação e a representatividade da subjetividade LGBTQIA+ em variados gêneros cinematográficos, tais como drama, melodrama, comédia, horror, entre outros. Os locais de produção, também são pensados, já que podem revelar o contexto cultural, político e social em que a obra foi pensada. Das teorias em que esses estudos se apoiam, ressaltamos a teoria queer, os estudos de gênero e sexualidade, feministas, de masculinidades e culturais, para citarmos algumas.

    Além disso, ressaltamos a questão da representação e a sua relação com a cultura e aos indivíduos que são representados no mundo ficcional e àqueles da “vida real”. Então pensamos: “Como vem sendo representados os indivíduos da comunidade LBGTQIA+ no cinema?” “O quanto essas representações podem produzir significados a fim de gerar mudança social de subjetividades invisibilizadas e marginalizadas”? Em relação à representatividade, entendemos o termo no seu âmbito político de resistência e de desestabilizar normas pré-estabelecidas de gêneros e sexualidades. Para isso refletimos: “Será que os filmes com temáticas LGBTQIA+ possuem representatividade de indivíduos envolvidos desde a produção, direção, elenco do filme até os que compõem a diegese e, que conduza a audiência a refletir sobre a luta contra a homofobia, transfobia e discursos de ódio?” ou ainda “Como se dá a representatividade em filmes com temas LGBTQIA+?”.

    Acompanhe o novo ciclo temático em @cinemamundo.ufsc

    Texto e curadoria por Raphael Albuquerque de Boer


  • Live sobre o filme “O Bebê de Rosemary”

    Publicado em 23/08/2021 às 16:43
    Descrição da imagem
    #ParaTodosVerem #DescriçãoDaImagem: banner-convite com quadro de filme que mostra em primeiro plano uma mulher de cabelo curto de perfil numa sala, segurando uma faca. Acima da foto os dizeres “O BEBÊ DE ROSEMARY” e “(Rosemary’s Baby, Roman Polanski, 1968)”. Abaixo da foto, a logo do Cinema Mundo, os dizeres “LIVE no Instagram do Cinema Mundo”, abaixo “19h00┃26/08, quinta-feira” e abaixo “Sessão comentada por: Rafaela Arienti e Taro Löcherbach”.

     

    A última live do ciclo “cinema gótico” será nesta quinta-feira, dia 26 de agosto, sobre o clássico “O Bebê de Rosemary” (Rosemary’s Baby, Roman Polanski, 1968). O debate ocorrerá às 19h no Instagram (@cinemamundo.ufsc) e contará com os comentários de Rafaela Arienti e Taro Löcherbach, além da mediação de Andrey Lehnemann.

    Sobre o filme:

    Um casal se muda para um prédio com pessoas estranhas. Acontecimentos ainda mais estranhos levam a jovem, que está grávida, a duvidar de sua própria sanidade. Porém, o parto e a descoberta de uma seita diabólica irão finalmente mostrar a verdade.

    Sobre o debate:

    Rafaela Arienti

    Doutoranda em História pelo Programa de Pós-Graduação da UFSC. Foi pós-graduanda e bolsista no Programa de Pós-Graduação em História da UEM, onde obteve o título de Mestre em 2018 ao defender a dissertação intitulada “Alucinógenos e Satanismo em O bebê de Rosemary (1968)”. É membro do Laboratório de Estudos em Religiões e Religiosidades (LERR/UEM) e do Núcleo de Estudos em História e Cinema (NEHCINE/UFSC). Atualmente desenvolve pesquisa na área de História, trabalhando com temas relativos à História das Religiões, Cinema e História, Cinema de Terror e Satanismo Religioso.

    Taro Löcherbach

    Transeunte das graduações em Música (UDESC), Filosofia (UFSC) e Biblioteconomia (UDESC). Poeta, letrista, vocalista e compositor da banda Parafuso Silvestre (@parafusosilvestre), já recebeu premiações na área da sonoplastia, composição, produção e direção musical. Trabalha nas áreas técnicas da música e do cinema e é entusiasta de quadrinhos, literatura, cinema e arte.


  • Live sobre o filme “O Que Ficou Para Trás”

    Publicado em 09/08/2021 às 18:01

    Descrição do cartaz

    #ParaTodosVerem #DescriçãoDaImagem: banner-convite com quadro de filme que mostra uma mulher em médio plano com feições preocupadas, segurando um pedaço de papel. Atrás dela, a alguns metros de distância, estende-se um casarão e algumas árvores. Acima da foto os dizeres “O QUE FICOU PARA TRÁS” e “(His House, Remi Weekes, 2020)”. Abaixo da foto, a logo do Cinema Mundo, os dizeres “LIVE no Instagram do Cinema Mundo”, abaixo “19h00┃12/08, quinta-feira” e abaixo “Sessão comentada por: Claudio Zanini e Tainara Ribeiro Corrêa”.

     

    A terceira live do ciclo “cinema gótico” será nesta quinta-feira, dia 12 de agosto, sobre o filme de horror e suspense “O Que Ficou Para Trás” (His House, Remi Weekes, 2020). O debate acontecerá às 19h no Instagram (@cinemamundo.ufsc) e contará com os comentários de Claudio Zanini e Tainara Ribeiro Corrêa, além da mediação de Renata Santos.

    Sobre o filme:
    Um casal de refugiados faz uma fuga angustiante do Sudão do Sul, devastado pela guerra, lutando para se ajustar à sua nova vida em uma cidade inglesa. O que eles não contavam é que essa cidade possui um terrível mal escondido sob a superfície, esperando apenas o momento certo para ascender.

    Sobre o debate:

    Claudio Vescia Zanini

    Professor adjunto A2 de literaturas de língua inglesa na UFRGS, com atuação na graduação e pós-graduação. É membro da International Gothic Association (IGA) e do Grupo de Trabalho Vertentes do Insólito Ficcional da Associação Nacional de Pós-Graduação em Letras e Linguística (ANPOLL). É membro-fundador do grupo de pesquisas Estudos do Gótico (CNPq), líder do núcleo de estudos GHOST (Gothic, Horror, Oneiric, Supernatural, Terror). Suas principais pesquisas estão focadas no horror, gótico, interfaces entre literatura e cinema.

    Tainara Ribeiro Corrêa

    Graduanda do curso de Letras da UFRGS, com ênfase em língua inglesa e literaturas de língua inglesa. Membra do grupo de Estudos Góticos (CNPq) do Núcleo de Estudos Góticos (GHOST) da UFRGS.


  • À perda inestimável da memória.

    Publicado em 30/07/2021 às 15:25


    O recente incêndio da Cinemateca nos coloca frente a um cenário desolador. Não se trata apenas de um edifício em chamas, mas da conversão em cinzas de um patrimônio cultural público. E como é de responsabilidade do governo a gestão desses espaços de memória, não há como entender de outro modo o descaso que produziu a tragédia: trata-se de um projeto político.

    É político tudo aquilo que permite ou impede a existência. Contar a história dos povos indígenas a partir do ponto de vista do europeu colonizador é político porque nega o acesso à voz e constrói o outro como o primitivo e o conquistado. Não permitir que um povo conte sua história é impedir que tenham consciência de sua própria trajetória, que se fragilizem e enfraqueçam a própria força. Um povo sem memória para contar fratura a própria identidade, e só consegue narrar as histórias da nação a partir da lacuna.

    O que aconteceu com a Cinemateca não se trata de algo novo. Se já caiu no esquecimento a memória de outros incêndios – O incêndio do instituto Butantã em 2010, o incêndio no Memorial da América Latina em 2013, o incêndio no Museu da Língua Portuguesa em 2015, o incêndio do Museu Nacional do Brasil em 2018 – é porque as cinzas transformaram a lembrança em pó, em monturo, em nada.

    Mas a incapacidade de resgatar a história e de recordar – palavra que significa devolver de volta ao coração – não pode produzir a apatia e a impossibilidade de falar. Que se produzam vozes de protesto e repúdio, que se produzam manifestos e atitudes, que se produzam ruídos e balbúrdias contra a desestruturação e o desmonte daquilo que já somos. Que protestemos contra os governantes por nos desejarem impotentes e ignorantes do que estamos. Apenas juntos podemos devolver ao coração o que é seu: a recordação, a memória, o nós de nossa história.

    Manifesto dos cineclubes Cinema Mundo e Cine Paredão da UFSC.
    Imagem de: @raphabagas


  • Live sobre o filme “O Gabinete do Dr. Caligari”

    Publicado em 26/07/2021 às 10:22

    #ParaTodosVerem #DescriçãoDaImagem: banner-convite com quadro de filme em preto-e-branco de um homem idoso vestindo longas capas escuras e chapéu, andando de bengala em meio a paredes e chãos rabiscados. Acima da foto os dizeres “O GABINETE DO DR. CALIGARI” e “(Das Cabinet des Dr. Caligari, Robert Wiene, 1920)”. Abaixo da foto, a logo do Cinema Mundo, os dizeres “LIVE no Instagram do Cinema Mundo”, abaixo “19h00┃29/07, quinta-feira” e abaixo “Sessão comentada por: Daniel Medeiros e Clelia Mello”.

     

    A segunda live do ciclo “cinema gótico” será nesta quinta-feira, 29 de julho, sobre o clássico do expressionismo alemão “O Gabinete do Dr. Caligari” (Das Cabinet des Dr. Caligari, Robert Wiene, 1920). O debate acontecerá às 19h no Instagram (@cinemamundo.ufsc), contará com os comentários de Daniel Medeiros e Clelia Mello e com a mediação de Renata Santos.

     

    Sobre o filme:
    Em um pequeno vilarejo da fronteira holandesa, um misterioso hipnotizador, Dr. Caligari, chega acompanhado do sonâmbulo Cesare que, supostamente, estaria adormecido por 23 anos. À noite, Cesare perambula pela cidade, concretizando as previsões funestas do seu mestre, o Dr. Caligari.

     

    Sobre o debate:
    Daniel Medeiros

    Membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) e pesquisador sobre o cinema de terror. Graduado em Cinema e Vídeo e mestre em Ciências da Linguagem. Atualmente cursa o doutorado, tendo como objeto de pesquisa o cinema de terror contemporâneo.

    Clelia Mello

    Possui graduação em História pela UNIVAP, mestrado em Multimeios pela UNICAMP, mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação pela USP e pós-doutorado pela PUC/SP. Atualmente é professora adjunta da UFSC.